A psicoterapia com Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda a compreender a relação entre o que você pensa, sente e faz, e a desenvolver estratégias práticas para lidar com as dificuldades do presente. O acompanhamento é individual, para adolescentes, adultos e idosos.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem de psicoterapia desenvolvida a partir dos trabalhos de Aaron Beck, nos anos 1960. Ela parte de uma ideia central: não são apenas os acontecimentos que nos afetam, mas também a forma como os interpretamos. Pensamentos, emoções, sensações do corpo e comportamentos se influenciam mutuamente e podem formar ciclos que mantêm o sofrimento.
Na TCC, terapeuta e paciente trabalham em colaboração. Juntos, definem objetivos, identificam os padrões que dificultam o dia a dia e experimentam, de forma gradual, novas maneiras de pensar e agir. As sessões são estruturadas e acolhedoras ao mesmo tempo, e o que é construído em sessão é levado para a rotina.
Por ser uma das abordagens mais estudadas pela ciência psicológica, a TCC conta com estratégias específicas para diferentes demandas, como ansiedade, depressão, TOC e dificuldades de relacionamento, sempre adaptadas à história e ao momento de cada pessoa.
Não é preciso estar em crise para começar a terapia. Se algo tem pesado no seu dia a dia, uma primeira conversa ajuda a entender se este é o caminho mais adequado.
A frequência das sessões, a duração do acompanhamento e os objetivos são definidos com você e revistos ao longo do processo. Valores e horários disponíveis são informados no primeiro contato.
Aaron Beck propôs que emoções e comportamentos são influenciados pela forma como interpretamos as situações. Em momentos de sofrimento, surgem pensamentos automáticos distorcidos, ligados a crenças mais profundas sobre si, os outros e o futuro (Beck et al., 1979). A TCC ensina a reconhecer e examinar esses pensamentos, e Judith Beck sistematizou como esse trabalho é feito na prática clínica (Beck, 2022).
A TCC incorpora princípios da análise do comportamento: aquilo que fazemos é mantido pelas consequências que produz. A evitação traz alívio imediato, mas tende a manter o problema. Por isso, a terapia inclui exposição gradual, ativação comportamental e treino de habilidades, que ajudam a pessoa a voltar a se aproximar do que é importante para ela (Martell, Dimidjian & Herman-Dunn, 2010).
Revisões que reuniram centenas de estudos apontam a TCC como uma das abordagens psicológicas com mais evidências, sobretudo para ansiedade, depressão e problemas relacionados ao estresse (Hofmann et al., 2012). Os resultados variam de pessoa para pessoa, e a qualidade da relação entre paciente e terapeuta é um dos fatores mais associados a eles (Flückiger et al., 2018).