O trabalho ocupa grande parte da vida e influencia a forma como nos vemos. Mudanças de carreira, novas responsabilidades e pressão constante podem gerar dúvidas e desgaste.
Neste tema, trabalhamos as questões emocionais ligadas à vida profissional: escolhas de carreira, transições, liderança de equipes, relação com colegas e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
O foco é ajudar você a lidar com essas situações com mais clareza e menos sofrimento.
Esses sinais servem como orientação e não substituem uma avaliação profissional. Cada pessoa é única, e só uma conversa cuidadosa permite entender o seu caso.
O acompanhamento é construído com você, com objetivos claros e estratégias práticas. Presencial em Campina Grande — PB ou online para todo o Brasil.
Questões de carreira não são transtornos, mas o DSM-5-TR reconhece problemas ocupacionais como foco de atenção clínica. O esgotamento profissional (burnout) é descrito na CID-11, da Organização Mundial da Saúde, como fenômeno ocupacional, e não como transtorno mental.
O DSM-5-TR inclui situações como desemprego, ameaça de perda do emprego, mudança de função, estresse com a carga de trabalho, conflitos com chefias e colegas e insatisfação com o trabalho.
Síndrome resultante de estresse crônico no trabalho que não foi bem gerenciado, caracterizada por exaustão, distanciamento mental ou cinismo em relação ao trabalho e sensação de redução da eficácia profissional (Maslach & Leiter, 2016).
Sofrimento desproporcional diante de mudanças profissionais, como demissão, promoção ou troca de área.
O estresse ocupacional prolongado pode desencadear quadros depressivos, ansiosos e o transtorno de insônia, que precisam de avaliação e cuidado específicos.
Estas descrições são resumos educativos do DSM-5-TR (Associação Americana de Psiquiatria, 2023). Só um profissional habilitado pode fazer um diagnóstico, depois de uma avaliação cuidadosa. Ter alguns desses sinais não significa ter um transtorno.
Modelos da terapia cognitiva, da análise do comportamento, da ativação comportamental, da neurociência e da neuropsicologia ajudam a entender o que mantém o sofrimento e o que ajuda a mudar.
Decisões de carreira e desafios de liderança mobilizam crenças sobre competência, aprovação e controle. A terapia cognitiva ajuda a identificar pensamentos que paralisam ou geram sobrecarga. A terapia de resolução de problemas (Nezu, Nezu & D'Zurilla, 2013) ensina um método estruturado para definir o problema, gerar alternativas, avaliar consequências e agir.
O comportamento no trabalho é mantido pelas suas consequências. Ambientes com pouco reconhecimento, excesso de demandas e baixo controle tendem a levar ao desgaste (Maslach & Leiter, 2016). A autoeficácia (Bandura, 1977), a crença de que se é capaz de realizar uma tarefa, influencia a escolha de desafios e a persistência, e pode ser fortalecida com metas graduais.
O estresse crônico afeta o sistema de resposta ao estresse e o organismo como um todo, num processo chamado carga alostática (McEwen, 1998). Ele também prejudica funções do córtex pré-frontal, como planejamento e flexibilidade, que são essenciais para liderar e decidir (Arnsten, 2009). Por outro lado, emoções bem percebidas ajudam a tomar boas decisões, como mostram os estudos de Bechara, Damasio e Damasio (2000).
O plano é escolhido a partir da avaliação de cada pessoa. Estas são algumas das estratégias com mais evidências para este tema.