Boa parte do que nos faz bem ou mal passa pelas relações: com parceiros, família, amigos e colegas de trabalho. Quando os conflitos se repetem, vale olhar com calma para o que está acontecendo.
Dificuldades nos relacionamentos costumam envolver padrões que se repetem: brigas pelos mesmos motivos, medo de ser rejeitado, dificuldade de dizer não ou de expressar o que sente.
No acompanhamento individual, trabalhamos a sua parte nessas relações: como você interpreta as situações, o que sente e como reage.
Esses sinais servem como orientação e não substituem uma avaliação profissional. Cada pessoa é única, e só uma conversa cuidadosa permite entender o seu caso.
O acompanhamento é construído com você, com objetivos claros e estratégias práticas. Presencial em Campina Grande — PB ou online para todo o Brasil.
Dificuldades nos relacionamentos, por si só, não são transtornos mentais. O DSM-5-TR as descreve na seção "Outras condições que podem ser foco de atenção clínica", e reconhece que, em alguns quadros, as dificuldades interpessoais são parte central do sofrimento.
O DSM-5-TR lista, por exemplo, sofrimento no relacionamento com parceiro íntimo, problemas na relação entre pais e filhos, sofrimento por separação ou divórcio e situações de violência ou negligência nas relações.
Medo intenso de avaliação negativa que leva a evitar conversas, encontros e exposição, limitando a construção de vínculos.
Em alguns padrões duradouros, como os descritos nos transtornos de personalidade dependente, evitativa e borderline, há medo intenso de abandono ou rejeição, instabilidade nas relações ou necessidade excessiva de cuidado. São diagnósticos que exigem avaliação cuidadosa e longa, nunca feitos a partir de poucos sinais.
Conflitos frequentes e rompimentos podem desencadear ou agravar quadros depressivos e ansiosos, e o contrário também acontece.
Estas descrições são resumos educativos do DSM-5-TR (Associação Americana de Psiquiatria, 2023). Só um profissional habilitado pode fazer um diagnóstico, depois de uma avaliação cuidadosa. Ter alguns desses sinais não significa ter um transtorno.
Modelos da terapia cognitiva, da análise do comportamento, da ativação comportamental, da neurociência e da neuropsicologia ajudam a entender o que mantém o sofrimento e o que ajuda a mudar.
Na terapia cognitiva, a forma como interpretamos o comportamento do outro, a partir de crenças sobre nós e sobre as pessoas, influencia o que sentimos e fazemos nas relações (Epstein & Baucom, 2002). A terapia do esquema (Young, Klosko & Weishaar, 2003) descreve padrões emocionais formados cedo, como abandono, desconfiança e defectividade, que se repetem nas relações adultas.
Relações se mantêm por trocas de reforçadores. Quando críticas e afastamento superam os momentos positivos, a relação se desgasta. Os estudos de Gottman (1994) identificaram padrões que predizem rompimentos, como crítica, desprezo, defensividade e retraimento. No Brasil, Del Prette e Del Prette (2001) estudam as habilidades sociais, como expressar sentimentos, fazer pedidos e recusar, que podem ser aprendidas e treinadas.
Relações ativam sistemas de apego e de ameaça social. Diante de um conflito, emoções intensas podem reduzir a capacidade de pensar com clareza, e estratégias de regulação emocional, como a reavaliação cognitiva, recrutam o córtex pré-frontal para modular a resposta emocional (Ochsner & Gross, 2005). Por isso aprender a regular a emoção é parte importante de se comunicar melhor.
O plano é escolhido a partir da avaliação de cada pessoa. Estas são algumas das estratégias com mais evidências para este tema.