RELACIONAMENTOS

Relações mais leves e claras começam por você

Boa parte do que nos faz bem ou mal passa pelas relações: com parceiros, família, amigos e colegas de trabalho. Quando os conflitos se repetem, vale olhar com calma para o que está acontecendo.

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ENTENDENDO O TEMA

O que é relacionamentos?

Dificuldades nos relacionamentos costumam envolver padrões que se repetem: brigas pelos mesmos motivos, medo de ser rejeitado, dificuldade de dizer não ou de expressar o que sente.

No acompanhamento individual, trabalhamos a sua parte nessas relações: como você interpreta as situações, o que sente e como reage.

SINAIS DE ATENÇÃO

Quando vale buscar ajuda

Conflitos frequentes que terminam sem solução
Dificuldade de dizer o que pensa ou de colocar limites
Medo intenso de abandono ou de desagradar
Ciúme, desconfiança ou dependência emocional
Sensação de se repetir nas mesmas histórias com pessoas diferentes

Esses sinais servem como orientação e não substituem uma avaliação profissional. Cada pessoa é única, e só uma conversa cuidadosa permite entender o seu caso.

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Como a TCC pode ajudar

O acompanhamento é construído com você, com objetivos claros e estratégias práticas. Presencial em Campina Grande — PB ou online para todo o Brasil.

  1. Reconhecer padrões e crenças que se repetem nas suas relações
  2. Desenvolver comunicação assertiva: dizer o que sente com clareza e respeito
  3. Aprender a colocar limites sem culpa
  4. Lidar melhor com conflitos e com emoções intensas como ciúme e raiva
PARA SE APROFUNDAR · DSM-5-TR

Quadros relacionados a relacionamentos

Dificuldades nos relacionamentos, por si só, não são transtornos mentais. O DSM-5-TR as descreve na seção "Outras condições que podem ser foco de atenção clínica", e reconhece que, em alguns quadros, as dificuldades interpessoais são parte central do sofrimento.

Problemas de relacionamento (foco de atenção clínica)

O DSM-5-TR lista, por exemplo, sofrimento no relacionamento com parceiro íntimo, problemas na relação entre pais e filhos, sofrimento por separação ou divórcio e situações de violência ou negligência nas relações.

Transtorno de ansiedade social

Medo intenso de avaliação negativa que leva a evitar conversas, encontros e exposição, limitando a construção de vínculos.

Transtornos de personalidade com impacto nas relações

Em alguns padrões duradouros, como os descritos nos transtornos de personalidade dependente, evitativa e borderline, há medo intenso de abandono ou rejeição, instabilidade nas relações ou necessidade excessiva de cuidado. São diagnósticos que exigem avaliação cuidadosa e longa, nunca feitos a partir de poucos sinais.

Depressão e ansiedade

Conflitos frequentes e rompimentos podem desencadear ou agravar quadros depressivos e ansiosos, e o contrário também acontece.

Estas descrições são resumos educativos do DSM-5-TR (Associação Americana de Psiquiatria, 2023). Só um profissional habilitado pode fazer um diagnóstico, depois de uma avaliação cuidadosa. Ter alguns desses sinais não significa ter um transtorno.

BASE CIENTÍFICA

O que a ciência explica

Modelos da terapia cognitiva, da análise do comportamento, da ativação comportamental, da neurociência e da neuropsicologia ajudam a entender o que mantém o sofrimento e o que ajuda a mudar.

Modelo cognitivo e esquemas

Na terapia cognitiva, a forma como interpretamos o comportamento do outro, a partir de crenças sobre nós e sobre as pessoas, influencia o que sentimos e fazemos nas relações (Epstein & Baucom, 2002). A terapia do esquema (Young, Klosko & Weishaar, 2003) descreve padrões emocionais formados cedo, como abandono, desconfiança e defectividade, que se repetem nas relações adultas.

Análise do comportamento e habilidades sociais

Relações se mantêm por trocas de reforçadores. Quando críticas e afastamento superam os momentos positivos, a relação se desgasta. Os estudos de Gottman (1994) identificaram padrões que predizem rompimentos, como crítica, desprezo, defensividade e retraimento. No Brasil, Del Prette e Del Prette (2001) estudam as habilidades sociais, como expressar sentimentos, fazer pedidos e recusar, que podem ser aprendidas e treinadas.

Neurociência e regulação emocional

Relações ativam sistemas de apego e de ameaça social. Diante de um conflito, emoções intensas podem reduzir a capacidade de pensar com clareza, e estratégias de regulação emocional, como a reavaliação cognitiva, recrutam o córtex pré-frontal para modular a resposta emocional (Ochsner & Gross, 2005). Por isso aprender a regular a emoção é parte importante de se comunicar melhor.

NA PRÁTICA CLÍNICA

Estratégias com respaldo científico

O plano é escolhido a partir da avaliação de cada pessoa. Estas são algumas das estratégias com mais evidências para este tema.

  • Identificação de padrões e esquemas que se repetem nas relações (Young)
  • Treino de comunicação assertiva e habilidades sociais (Del Prette)
  • Regulação emocional em momentos de conflito
  • Habilidades de efetividade interpessoal para pedir, recusar e manter limites (Linehan)
  • Reestruturação de interpretações sobre as intenções do outro
Referências científicas (9)
  • American Psychiatric Association. (2023). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR (5ª ed., texto revisado). Artmed.
  • Beck, J. S. (2022). Terapia cognitivo-comportamental: Teoria e prática (3ª ed.). Artmed.
  • Del Prette, Z. A. P., & Del Prette, A. (2001). Psicologia das relações interpessoais: Vivências para o trabalho em grupo. Vozes.
  • Epstein, N. B., & Baucom, D. H. (2002). Enhanced cognitive-behavioral therapy for couples: A contextual approach. American Psychological Association.
  • Gottman, J. M. (1994). What predicts divorce? The relationship between marital processes and marital outcomes. Lawrence Erlbaum.
  • Hofmann, S. G., Asnaani, A., Vonk, I. J. J., Sawyer, A. T., & Fang, A. (2012). The efficacy of cognitive behavioral therapy: A review of meta-analyses. Cognitive Therapy and Research, 36(5), 427–440.
  • Linehan, M. M. (1993). Skills training manual for treating borderline personality disorder. Guilford.
  • Ochsner, K. N., & Gross, J. J. (2005). The cognitive control of emotion. Trends in Cognitive Sciences, 9(5), 242–249.
  • Young, J. E., Klosko, J. S., & Weishaar, M. E. (2003). Schema therapy: A practitioner's guide. Guilford.
DÚVIDAS FREQUENTES

Perguntas sobre relacionamentos

O acompanhamento aqui é individual. Ele ajuda a entender e mudar a sua participação nas relações, e isso costuma repercutir nelas.
Sim. Relações profissionais também entram nesse tema.

Vamos conversar sobre o que você está vivendo?

Psicólogo Marcos Gonçalves — CRP 13/13951. Escuta qualificada, sem julgamentos, unindo ciência e cuidado humano.

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